Artigo

Compaixão no ambiente de trabalho: por que funciona melhor que a rigidez

Como responder quando alguém da equipe comete um erro grave? O instinto de muitos gestores é a frustração. A pesquisa aponta outro caminho: compaixão e curiosidade.

Dediquei algum tempo à leitura do artigo "Why Compassion Is a Better Managerial Tactic than Toughness" (Por que a compaixão é uma tática gerencial melhor do que a rigidez), publicado na Harvard Business Review com base em pesquisas da Universidade de Stanford. Ele discute uma questão que muitos líderes enfrentam: como responder quando um funcionário comete um erro grave? Foi uma leitura esclarecedora, que ressoou profundamente com a minha própria jornada.

Uma reflexão pessoal: um mestrado dedicado à compaixão

Há alguns anos, dediquei-me a um mestrado focado na importância da compaixão, uma escolha pouco usual, mas extremamente enriquecedora. O artigo só reforçou a minha convicção no poder transformador da compaixão, especialmente no mundo corporativo.

Frustração ou compaixão: como reagir a um erro da equipe

O instinto natural de muitos gestores diante de um erro da equipe é responder com frustração. O artigo destaca uma abordagem diferente e, na minha opinião, muito mais eficaz: a compaixão e a curiosidade. Pesquisas apontam que liderar com compaixão traz resultados poderosos, como mais lealdade, mais confiança e, em consequência, melhor desempenho.

Compaixão não é só ser amável

Compaixão não se resume a ser gentil. Trata-se de criar uma cultura em que os erros são vistos como oportunidades de aprendizado, e não apenas como falhas a serem punidas. Responder com empatia e compreensão cria um ambiente em que as pessoas se sentem seguras para inovar, criar e, sim, ser humanas.

Por que a compaixão no trabalho é tão importante

Porque, em ambientes onde a compaixão é a norma, a produtividade e a criatividade florescem. As pessoas não só trabalham melhor, como se sentem mais conectadas aos seus líderes e à missão da organização.

Durante o mestrado, pude estudar a fundo os efeitos da compaixão no ambiente de trabalho. O que descobri é que abordagens compassivas não são apenas "boas" do ponto de vista ético: são estratégicas. Organizações que adotam a compaixão como valor fundamental têm equipes mais engajadas, ambientes mais harmoniosos e resultados mais sólidos.

Na prática: uma pausa antes de reagir

Da próxima vez que você estiver diante de uma situação difícil no trabalho, faça uma pausa e reflita: como a compaixão pode ser aplicada aqui? O resultado pode surpreender você.

Na advocacia, esse é um dos eixos do Programa Advocacia Consciente® (PAC) e de uma das palestras sobre compaixão e autocompaixão. No livro Advocacia Consciente, o tema aparece ligado às relações de trabalho e à liderança. E, se a pressão anda alta, a autoavaliação de estresse é um bom lugar para começar.

A compaixão é uma força poderosa e, em tempos de incerteza e desafios, mais essencial do que nunca. Vamos liderar com o coração.

Publicado originalmente no LinkedIn em 8 de setembro de 2023: Reflexões sobre a Compaixão no Ambiente de Trabalho.

Aline Vidanes
Aline Vidanes

Advogada (OAB/SP e Ordem dos Advogados de Portugal), formada também em Ciências Biológicas, mestre em Mindfulness e Compaixão pela Universidad de Zaragoza. Instrutora de mindfulness, criadora do Programa Advocacia Consciente® e autora do livro Advocacia Consciente (Freitas Bastos).

Continue lendo

Conteúdo informativo e educacional. O Programa Advocacia Consciente® não substitui acompanhamento psicológico ou médico. Em caso de sofrimento intenso, procure um profissional de saúde.

Próximo passo

Leve a prática para o seu escritório

O PAC pode ser aplicado presencialmente ou online, para equipes em diferentes cidades e países.

Fale comigo